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KARL LANDSTEINER, O PAI DE UMA DAS MAIORES DESCOBERTAS DA HEMATOLOGIA


No dia 14 de junho, o BIOMEDICINA TOTAL  tem a honra de homenagear o pai de uma das maiores descobertas na hematologia. Médico e biólogo, Karl Landsteiner comemoria hoje seu 148ª aniversario do prêmio Nobel, por classificar os grupos sanguíneos e o fator Rh, propondo o termo “anticorpo” para as substancias que levam a aglutinação do sangue.

Em 1868 com a enorme descoberta, Landsteiner tornou possível a transfusão sanguínea (realizada a primeira vez em 1907), por classificar o sangue, de acordo com a presença ou não de aglutinogênios nos eritrócitos e aglutininas no plasma, em quatro grandes grupos: A, B, AB e O.

Hoje em dia a prática imunológica, conhecida como grupo sanguíneo ABO, foi a precursora na pesquisa de Karl. Ele observou ao combinar o plasma com glóbulos vermelhos de diferentes pessoas a formação de grumos em algumas amostras, permitindo a tipagem de acordo com a presença ou não dessas substancias, conforme a tabela:
Essa explicação ocorre porque no sangue total encontra-se misturados o plasma e células sanguíneas além dos fragmentos celulares, formando um fluido que percorre, em sistema fechado, o organismo humano. As Hemácias presentes nesse composto possuem peculiaridades em sua membrana, podendo ter o antígeno A, B ou ambos. Já os glóbulos vermelhos que não possuem estes antígenos são denominados “O” ou grupo zero. Com as distribuições, classificam-se os tipos sanguíneos de acordo com o antígeno e anticorpo presente no sangue. Esta diferença dificulta a compatibilidade na transfusão, restringindo as bolsas doadas para o receptor.

A doação de sangue no século XXI vem se ampliando devido a publicações e programas de saúde com o intuito terapêutico para diversas hematopatias, porem na prática transfusional exige certa compatibilidade entre o doador e receptor, determinada por esses aglutinogênios presente em glóbulos vermelhos e os anticorpos presentes no plasma. Com o trabalho de Karl, foi possível a realização de estudos para transfusão, permitindo a formação de bancos de sangue, selecionando e encaminhando bolsas compatíveis, evitando que o receptor se comprometesse ainda mais com a incompatibilidade do doador.

Hoje ao estudar o tecido sanguíneo, o seu tipo se torna tão simples que não conseguimos pensar o quão grande foi impacto da descoberta de Landsteiner naquela época. Imagine como a medicina evoluiu ao conseguir tratar indivíduos com doenças hematológicas, com o tratamento antes desconhecido. 



Referências/fonte
Escrito especialmente por Samuel Oliveira
Créditos da imagem / Banco da Saúde

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