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TIPOS DE AMOSTRAS CLÍNICAS PARA DIAGNÓSTICO DE DOENÇAS INFECCIOSAS


Existe várias técnicas de coleta e transporte de amostras para o diagnóstico das doenças infecciosas. Elas variam conforme a instituição, clínicas ou laboratório. Vale lembrar que para um preciso diagnóstico, é necessário que a forma de coleta e transporte do material biológico seja feita de forma correta, pois se não realizada corretamente pode interferir nos resultados. Vejamos agora os tipos que materiais.

Sangue
Todos sabem que o sangue é estéril. A presença de bactéria na corrente sanguínea (bacteremia) pode indicar doença. A bacteremia pode ocorrer durante certos estágios de muitas doenças infecciosas como por exemplo, meningite bacteriana, febre tifoide, infecção por salmonela, pneumonia pneumocócica, infecções urinárias, endocardite e entre outras. Para hemoculturas, deve-se tomar cuidados extremos com a utilização de técnicas estéreis evitando contaminação pela microbiota endógena da pele. A pessoa que coleta o sangue deve também ter cuidado utilizando os EPI’s (equipamento de proteção individual) e, o sangue deve ser imediatamente transportado para o laboratório.

Urina
A urina normalmente é estéril na bexiga. Entretanto durante a micção se torna contaminada pela microbiota endógena da uretra distal. Na hora da coleta para um recipiente estéril, a contaminação da urina pode ser reduzida fazendo a limpeza ao redor da abertura externa da uretra com água e sabão e deixando o primeiro jato não ser coletado. Com Isso os microrganismos existentes na uretra distal não contamina a urina evitando interferências no diagnóstico do exame. Após ser coletado, o período de espera para análise é de 30 minutos, ou se refrigerada a 4 °C ser analisada dentro de 24 horas para evitar o crescimento de colônias não interferindo na cultura.

Líquido Cefalorraquidiano
A meningite, a encefalite e a meningoencefalite são doenças rapidamente fatais que podem ser causadas por vários tipos de microrganismo como bactérias, fungos, protozoários e vírus. Meningite é a inflamação ou infecção das meninges que circundam o cérebro e a coluna vertebral. Encefalite é a inflamação ou infecção do cérebro, e a meningoencefalite é a infecção ou inflamação do cérebro e das meninges. Para que se possa diagnosticar é feita uma cultura do líquido cefalorraquidiano coletado por um médico, pois é um procedimento cuidadoso e difícil através de uma punção lombar sob assepsia cirúrgica. Estas amostras serão levadas rapidamente ao laboratório e não podem ser refrigeradas. É feito um diagnóstico preliminar onde geralmente a depender da distância do laboratório a clínica é feito por meio de comunicação telefônica.

Escarro
O escarro é o pus que se acumula no interior dos pulmões de um paciente com pneumonia, tuberculose ou qualquer infecção no trato respiratório inferior. Muitas das vezes as amostras biológicas que são coletadas na verdade é saliva. Para se obter uma melhor qualidade no diagnóstico é feita uma aspiração brônquica por meio de um broncoscópio ou por um processo conhecido como aspiração transtraqueal.

Swabs de orofaringe
São coletados para determinar se um paciente tem faringite estreptocócica. Usando um abaixador de língua, observa a parte posterior da faringe e a área das tonsilas. Com o swab de forma cuidadosa, porém firme, esfrega o swab sobre a área da inflamação evitando tocar nas bochechas, dente e gengivas ao tirar da boca. Leva o swab para o laboratório o mais rápido possível dentro do invólucro que veio para ser feio os procedimentos de cultura.

Amostras oriundas de feridas
Este tipo de amostra pode ser obtido por meio de aspiração utilizando seringa e agulha ou por coleta de swab. As amostras com swabs são geralmente contaminados pela microbiota endógena sendo a aspiração mais eficazes no procedimento de cultura microbiana. É importante sempre especificar qual o tipo de ferimento e qual local anatômico foi obtido possibilitando inocular tipos apropriados de meios.

Culturas GC
GC é uma abreviação para gonococos, que se refere a Neisseria gonorrhoeae, bactéria fastidiosa. Swabs específicos como o tipo Dracon, alginato de cálcio ou algodão não tóxico dever ser utilizados para coleta de GC. 

Amostra de fezes
Pode ser coletada no laboratório afim de evitar a diminuição da temperatura que permite a redução de pH causando a morte das espécies Shigella e Salmonella. Como alternativa, pode ser coletada em um recipiente que mantenha o pH.

É sempre importante ter bastante cuidado ao realizar um diagnóstico de doença infecciosa, desde a coleta até o laudo final, pequenos detalhes fazem a diferença no resultado. 




Referências/fonte
BURTON, Gwendolyn R. W. & ENGELLKIRK, Paul G. Microbiologia para as Ciências da Saúde. ed. 7. Guanabara Koogan S.A. 2005. Rio de Janeiro.